terça-feira, agosto 03, 2010

Corazón de manteca

A verdade é que sou uma farsante...

Digo isso suave e baixinho, como uma confissão pra ninguém ouvir.

Debaixo da pele de lobo, tem um cordeiro.

Toda segura, falando com pose de sabichona, que sempre tem uma opinião a dar.

Reduzida a nada por uma crítica a algo realizado com amor e levada ao céu por um pequeno elogio ao esforço.

Entendo que amor é uma questão de interesses mútuos satisfeitos por pessoas com o mesmo plano de vida.

Mas sou apaixonada até o último nível por um rapazinho de carne e osso - e olhar profundo.

Digo que meu marido é imperfeito, comete erros, é um incorrigível.

Mas é tudo que preciso para estar em paz e não tolero que outros digam qualquer coisa ruim sobre ele.

Já faz algum tempo não temos discussões, somos práticos, resolvemos pautas em reuniões a portas fechadas.

Mas, todos os dias - praticidade à parte - divagamos sobre a vida linda que temos juntos.

Despertador a postos, não podemos nos atrasar: "Amanhã o despertador toca e vamos levantar direto pra dar tempo de blá-blá-blá".

Mas todos os dias, um segura o outro, num abraço apertado, cheirando o pescoço e pedindo mais um minutinho assim, só nós dois, em paz.

Se existe só uma pessoa pra cada um nesse mundo, é muita sorte ter encontrado a minha há doze anos, quase sem querer.


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"No matter what,
we know we've got everything that we need,
Each mornin' we wake up:

Four walls,
three words,
two hearts,
one love."


Trecho de "Four walls", Randy Travis

quarta-feira, julho 14, 2010

Su Blackwell

Su Blackwell

É a artista e diretora de arte inglesa que anda picotando livros por aí. Bom, judiarias à parte, o trabalho faz as histórias tomarem vida, dá volume aos texto, literalmente (e literalmente!).

Dá uma olhada nos meus favoritos e depois confere no lik acima outros trabalhos da dona.



2007, Alice, A Mad Tea Party.



2009, Pandora opens Box



2009, Edensor, Derbyshire, A Guide to



2008, The Wild Swans



2008, The Girl in the Wood



2008, Circus Days and Circus Nights


2007, The Secret Garden, finding the door

terça-feira, maio 18, 2010

Conhece Irina Vinnik?







Quando eu crescer quero ter uma mão obediente ao cérebro, e um cérebro criador como o de Irina Vinnik:













Esse livro incrível é um projeto pessoal (dela, não meu) e não está a venda. Ela fez o livro que queria ter quando criança... o engraçado é que é o livro que eu queria ter agora...

Não sou capaz de decifrar o que possa estar escrito no texto, mas faria um empréstimo bancário se fosse possível comprá-lo. Simplesmente fantástico. snif, snif, snif....

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Há certas coisas que são inimagináveis, uma delas é um homem escrever uma música falando sobre a menstruação. Confesso que gosto das metáforas da letra.

Segue abaixo meu trecho favorito em tradução llivre:

De vez em mês
A Cegonha se suicida
E aí está você tão deprimida
Procurando uma explicação

De vez em mês
O céu rouba o seu milagre
O tempo te transforma em calendário
De uma vez, de vez em mês


E a letra original de " DE VEZ EN MES" de Ricardo Arjona

De vez en mes te haces artista
Dejando un cuadro impresionista
Debajo del edredón

De vez en mes con tu acuarela
Pintas jirones de ciruela
Que van a dar hasta el colchón

De vez en mes, un detergente
Se roba el arte intermitente
De tu vientre y su creación,
Si es natural cuando eres dama
Que pintes rosas en lacama
Una vez de vez en mes...

De vez en mes
La cigüeña se suicida
Y ahí estas tú tan deprimida
Buscándole una explicación

De vez en mes
El cielo te roba el milagro
El tiempo te hace un calendario
De una vez, de vez en mes

De vez en mes
Tú me propones
Huelga de hambre
Yo algo de imaginación.

De vez en mes la luna nueva
Viene a quitar lo que renueva
Y a colocar otra ilusión
De vez en mes soy invisible
Para intentar en lo posible
No promover tu mal humor

De vez en mes no hay quien te aguante
Y es tu pecado estar distante
Y otro peor quedarme ahí
Y aunque hay receso obligatorio
Y el cielo se hace un purgatorio
Te amo más de vez en mes

De vez en mes
La cigüeña se suicida
Y ahí estas tú tan deprimida
Buscándole una explicación

De vez en mes
El cielo te roba el milagro
El tiempo te hace un calendario
De una vez, de vez en mes

De vez en mes
Tú me propones
Huelga de hambre
Yo algo de imaginación.

De vez en mes
Tu vientre ensaya para cuna
Tu humor depende de la luna
Y yo te quiero un poco más

De vez en mes
A ti te da por tomar siestas
A tus hormonas por las fiestas
Y el culpable siempre yo

De vez en mes
No hay más reloj que el de tu cuerpo
No hay más luz que la que das
De vez en mes

Veja outras histórias que o guatemalteco transformou em música:





segunda-feira, janeiro 11, 2010

6 de janeiro

Um-a-um, os coloridos frutos foram deixando o pé.
Triste pela nudez, o pinheirinho dobrou seus galhos e foi dormir na caixa.