Eu tinha 13 anos. Parei no meio-fio, os pés paralelos, apontando para a avenida. À direita, a ladeira vinha do centro, à esquerda, se tornava plana e mais adiante reiniciava a inclinação. Eu estava no vale. Eu estava mesmo no fundo. Um ônibus vinha lá de cima, ninguém nas paradas da avenida, o motorista podia ver desde o alto que não teria que parar. Eu vi que ele descia rápido, aproveitando o embalo para subir o próximo trecho. Sem nenhuma dúvida, ele não tinha tempo de parar. Sem dúvida um simples passo e o plano letal era perfeito. Não precisei respirar fundo, não me senti nervosa, a decisão estava tomada, meio sem querer havia muitos dias, mas nunca havia elaborado um plano, nunca havia escolhido um método. Eu tinha 13 anos, de que outro jeito seria? Um ônibus no caminho da escola para casa, o óbvio, o simples.
Hoje percebo que aquilo foi grave, que eu tive intenção real de me matar.
Hoje percebo que quando descobri, por raciocínio lógico, que se não digerisse não engordaria e decidi provocar vômito depois de comer fartamente, algo não estava bem comigo.
Hoje tenho certeza de que não era normal, bonito nem saudável usar o estilete do colega para fazer cortes superficiais nos antebraços.
Passava horas seguidas sentada no chão chorando. Mas isso sim, eu percebi, naquela idade, que não era normal. Eu não conseguia parar, não conseguia me sentir menos triste. Muita tristeza. Toda a tristeza do mundo, uma tristeza tão forte, tão funda, tão dura, tão pesada... Tanta tristeza que dói. Ainda dói. Lembro de como doía.
Nunca mais me senti assim.
Tive dias de tristeza, de perda e de luto. Tive dias de vergonha, de derrota e de saudade. No entanto, nunca mais me senti assim, daquele jeito.
Eu tinha 13 anos, levantei o pé direito e o levei à frente. Mas antes de dar o passo definitivo, imaginei que talvez o motorista do ônibus me visse, tentasse parar, tentasse desviar. Imaginei o ônibus tombando, pessoas machucadas, desespero e gritos. Por um momento, parei o pé e percebi que meu plano poderia falhar fatalmente e poderia causar um mal enorme a muita gente. Baixei a cabeça, aí sim suspirei fundo e voltei para casa. Era preciso muita coragem para simplesmente decidir não mudar nada.
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sábado, novembro 19, 2016
quinta-feira, janeiro 24, 2013
Pesadelos
Lembro de dois pesadelos horríveis que tive...
Com cerca de 4 anos, imaginei que um homem comum escalava o muro de nosso vizinho e cravava uma faca nas costas de minha mãe, que estava de costas para ele, ela morria na hora e na frente de meu pai, minhas irmãs e eu. Era tão triste, tão real, que me apavorava, era possível. Isso sim dá medo: pessoas possíveis, lugares possíveis e a mãe da gente... nada pode ser pior!
O outro pesadelo de que me lembro, era recorrente, e parou de se repetir quando cresci: pontos brancos, muito pequenos, vinham do infinito na minha direção, o fundo preto e sem nenhum som...só isso, me angustiava de uma maneira que eu tinha medo de voltar a dormir e sonhar com isso. Depois, e estou falando do início dos anos 1990, criaram um protetor de tela que é bem o que eu sonhava, parece um pouco que viajamos por entre estrelas, meio star wars mesmo. A animação não me assusta tanto, mas o sonho era terrível. Vá entender.
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quarta-feira, junho 01, 2011
Hijo de luna

Tem uma música antiga, que conheci aos pedaços na voz de minha irmã. Um dia lembrei do estribilho
"Luna quieres ser madre
y no encuentras querer
que te haga mujer
dime luna de plata
qué pretendes hacer
con un niño de piel
Hijo de la Luna"
qué pretendes hacer
con un niño de piel
Hijo de la Luna"
Alguém pergunta para a lua que pretende fazer com um filho de pele... eu saí à cata de dita música. Apaixonei! Suponho que sobre mim ela provocou o mesmo efeito arrebatador que sobre Montserrat Caballe.

Pelo que sei ela achou a estória/lenda digna de uma ópera, com sua lenda e tragédia. Dramática como uma boa ópera, tinha tudo pra dar certo, e com uma madrinha de peso dessas (não consegui evitar o duplo sentido, sorry) só poderia ser um sucesso. Mas havia um detalhe de nada: o autor era um músico pop - narizes torcidos dos pomposos patronos do Teatro Real de Madrid - e quem gravou a versão original, em 1986, José Cano, da banda Mecano (link para essa versão)(a vocalista é mulher, não estranhe).
Mesmo apoiado em grandes artistas (até Pavarotti também deu seu apoio), a desconfiança de que um artista "vulgar" fosse capaz de escrever uma Ópera de qualidade ou de dirigir uma orquestra, levaram ao fracasso do intento. Judiaria!
O pobre infeliz, deixou a banda (que fazia bastante sucesso), trancou-se em casa e trabalhou por alguns anos no projeto. Desmoralizado por figurões, mesmo que apoiado pelos maiores artistas, a obra completa - LUNA - não chegou nunca a estrear!
Que tristeza... fico na dúvida se a verdadeira tragédia é a lenda cigana da canção que originou a ópera natimorta ou se a história do próprio artista, vítima de um preconceito tão impróprio para o mundo artístico.
De todas formas essa canção é lindíssima e ficou marcada por vozes deliciosas nas diversas versões que recebeu, vão aí alguns links:
Stravaganzza - banda de Rock gótico
Acho que nem preciso dizer, mas se no Brasil houvesse mais receptividade à música em língua espanhola (isso inclui milhares de artistas bons de muitos países), teríamos ouvido Hijo de la Luna. O que tem de vídeo de intérpretes calouros nos "idool" em versões de diversos países, não é brincadeira. Dos citados acima, meus favoritos são o primeiro e o último.
Obs.:
1- as imagens estão linkadas a amplição ou ao autor. Fuce!
2- para quem tem preguiça de catar letra e tradução: http://letras.terra.com.br/sarah-brightman/5892/traducao.html
segunda-feira, março 28, 2011
Eu tinha cerca de dez anos quando meu pai escolheu uma nova forma de torturar a mim e a minha irmã mais nova: a tabuada.
Nada relacionado a apanhar com tábuas, mas, metaforicamente, a mesma coisa.
Era um horror. Chegava o fim de tarde e ele nos chamava para cobrar a tabuada. Uma primeiro, a outra depois. Lembro bem que odiávamos, nos enchíamos de raiva daquela situação.
Um dia, percebi que os métodos do meu pai eram ruins, rígidos, desgradáveis mas, pelo menos, eu sabia a tabuada e isso era muito útil.
Hoje, uns 18 anos depois, lembrei desse episódio e percebi mais uma coisa: o admirável esforço de meu pai.
Nessa época, ele trabalhava longe de casa. Saía cedo para voltar tarde. Ficava o dia todo sem ver as filhas nem a esposa. E, quando chegava em casa, ao invés de curtir um momento feliz em família - humano desejo - ele fazia um esforço maior, por nosso bem.
Mesmo sabendo que odiávamos "a hora da tabuada", mesmo tendo que abrir mão de instantes de sossego e alegria, ele queria nos dar um patrimônio (do tipo que credores não levam).
Bem, matemática ainda é meu calcanhar de Aquiles, mas eu sei a tabuada, toda. Acho que valeu nossos sacrifícios.
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sábado, março 19, 2011
Envelhecimento
Envelhecer é escolher entre lamentar o que não foi e realizar o que ainda se pode fazer.
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terça-feira, dezembro 14, 2010
lutinho
Uma coisinha que nem era pra ser,
uma coisinha que nem tinha como crescer,
uma bolinha pequena,
levou um pedacinho de mim... antes mesmo de eu saber.
Sem planos, sem intenção, sem querer,
agora que nem é mais... sinto a dor de perder algo que nem tive.
Vou me permitir um lutinho.
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segunda-feira, novembro 08, 2010
Challenged
Assim como no cartoon do Stuart (reparou na intimidade?) a seguir (clique para ampliar), eu também adorava ir à escola, bem como ele conta, depois veio o vestibular, a faculdade e, pela primeira vez, desde que lembro de mim, me vi sem aula, sem provas e sem roteiro evolutivo. Assustador.
Desde que me formei, tenho feito alguns cursos, aprendi a usar novas ferramentas, estou sempre estudando por tutoriais, mas ainda falta a sensação de que estou evoluindo... e também tem aquela coisa de me sentir estagnada, acomodada...
Então lá vou eu, começar tudo de novo: cursinho pra fazer vestibular, vestibular pra fazer outra faculdade, faculdade pra ter outra formação, outra formação pra desenvolver outras atividades.
É um plano que tem data de começo e muito tempo pela frente até ter fim, mas, apesar de ser bastante ansiosa, consigo ser paciente. E lá vamos nós!!!!



Desde que me formei, tenho feito alguns cursos, aprendi a usar novas ferramentas, estou sempre estudando por tutoriais, mas ainda falta a sensação de que estou evoluindo... e também tem aquela coisa de me sentir estagnada, acomodada...
Então lá vou eu, começar tudo de novo: cursinho pra fazer vestibular, vestibular pra fazer outra faculdade, faculdade pra ter outra formação, outra formação pra desenvolver outras atividades.
É um plano que tem data de começo e muito tempo pela frente até ter fim, mas, apesar de ser bastante ansiosa, consigo ser paciente. E lá vamos nós!!!!



quinta-feira, setembro 16, 2010
Bóris, o sagaz
Apesar de seu porte imponente, musculoso, forte e bonitão, Bóris vivia subjugado às grades e muros de seu lar. Sempre vendo a vida passar pelas frestas.
Mas ele tinha uma arma secreta: um cérebro. Escondido por trás de olhos meigos e atentos.
Bastou uma única oportunidade. E Bóris a agarrou com unhas e dentes (e babou nela toda).
Foi livre.
De peito aberto, correu contra o vento, ignorando os que passavam por ele.
Em silencioso triunfo, correu.
Exibindo seus músculos bem definidos, correu.
Sentindo as bochechas como flâmulas ao vento, correu.
Mas sentiu que a liberdade perdia o sentido a cada passada, e parou.
Naquela noite Bóris dormiu feliz, na segurança amurada do carinho de quem o mantém não preso, mas a salvo.
----
Quando decidimos que queríamos um novo cachorrinho, optamos por um boxer. São cães inteligentes, concluímos.
Mas, assim, sagaz, não esperávamos.
Deixamos que ficasse sozinho. Na segurança do pátio fechado. Com portão eletrônico. Não adianta pular, morder, trompar. Sem controle, não abre.
Mas se o problema era usar o controle, ele deu um jeito. Por uma dessas coisas do "destino", o controle que deixamos na garagem caiu ao chão.
Chegamos em casa depois de algumas horas. O portão aberto, sem marcas de ter sido forçado. A casa intacta, fechada, alarme ligado. Nada do cachorro. Nada, nem sinal.
E o portão todo aberto.
Cada um sai pra um lado. Chamando. E se ele foi para a rodovia? Pode estar longe, pode estar esparramado em metros de víceras atropeladas, pode ter sido levado por alguém.
Na rua lateral, na de baixo, no parque residencial... por onde começar, onde há mais riscos? onde há mais chances?
Ele apareceu. À porta de um vizinho amigo. Ficou feliz de nos ver. Fez festa como se quisesse contar do seu triunfo. Correndo, faceiro, voltou pra casa.
Perto do capacho, encontramos o controle babado. Fim do mistério.
Mas ele tinha uma arma secreta: um cérebro. Escondido por trás de olhos meigos e atentos.
Bastou uma única oportunidade. E Bóris a agarrou com unhas e dentes (e babou nela toda).
Foi livre.
De peito aberto, correu contra o vento, ignorando os que passavam por ele.
Em silencioso triunfo, correu.
Exibindo seus músculos bem definidos, correu.
Sentindo as bochechas como flâmulas ao vento, correu.
Mas sentiu que a liberdade perdia o sentido a cada passada, e parou.
Naquela noite Bóris dormiu feliz, na segurança amurada do carinho de quem o mantém não preso, mas a salvo.
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Quando decidimos que queríamos um novo cachorrinho, optamos por um boxer. São cães inteligentes, concluímos.
Mas, assim, sagaz, não esperávamos.
Deixamos que ficasse sozinho. Na segurança do pátio fechado. Com portão eletrônico. Não adianta pular, morder, trompar. Sem controle, não abre.
Mas se o problema era usar o controle, ele deu um jeito. Por uma dessas coisas do "destino", o controle que deixamos na garagem caiu ao chão.
Chegamos em casa depois de algumas horas. O portão aberto, sem marcas de ter sido forçado. A casa intacta, fechada, alarme ligado. Nada do cachorro. Nada, nem sinal.
E o portão todo aberto.
Cada um sai pra um lado. Chamando. E se ele foi para a rodovia? Pode estar longe, pode estar esparramado em metros de víceras atropeladas, pode ter sido levado por alguém.
Na rua lateral, na de baixo, no parque residencial... por onde começar, onde há mais riscos? onde há mais chances?
Ele apareceu. À porta de um vizinho amigo. Ficou feliz de nos ver. Fez festa como se quisesse contar do seu triunfo. Correndo, faceiro, voltou pra casa.
Perto do capacho, encontramos o controle babado. Fim do mistério.
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terça-feira, agosto 03, 2010
Corazón de manteca
A verdade é que sou uma farsante...
Digo isso suave e baixinho, como uma confissão pra ninguém ouvir.
Debaixo da pele de lobo, tem um cordeiro.
Toda segura, falando com pose de sabichona, que sempre tem uma opinião a dar.
Reduzida a nada por uma crítica a algo realizado com amor e levada ao céu por um pequeno elogio ao esforço.
Entendo que amor é uma questão de interesses mútuos satisfeitos por pessoas com o mesmo plano de vida.
Mas sou apaixonada até o último nível por um rapazinho de carne e osso - e olhar profundo.
Digo que meu marido é imperfeito, comete erros, é um incorrigível.
Mas é tudo que preciso para estar em paz e não tolero que outros digam qualquer coisa ruim sobre ele.
Já faz algum tempo não temos discussões, somos práticos, resolvemos pautas em reuniões a portas fechadas.
Mas, todos os dias - praticidade à parte - divagamos sobre a vida linda que temos juntos.
Despertador a postos, não podemos nos atrasar: "Amanhã o despertador toca e vamos levantar direto pra dar tempo de blá-blá-blá".
Mas todos os dias, um segura o outro, num abraço apertado, cheirando o pescoço e pedindo mais um minutinho assim, só nós dois, em paz.
Se existe só uma pessoa pra cada um nesse mundo, é muita sorte ter encontrado a minha há doze anos, quase sem querer.
- - - - - - - - -
Digo isso suave e baixinho, como uma confissão pra ninguém ouvir.
Debaixo da pele de lobo, tem um cordeiro.
Toda segura, falando com pose de sabichona, que sempre tem uma opinião a dar.
Reduzida a nada por uma crítica a algo realizado com amor e levada ao céu por um pequeno elogio ao esforço.
Entendo que amor é uma questão de interesses mútuos satisfeitos por pessoas com o mesmo plano de vida.
Mas sou apaixonada até o último nível por um rapazinho de carne e osso - e olhar profundo.
Digo que meu marido é imperfeito, comete erros, é um incorrigível.
Mas é tudo que preciso para estar em paz e não tolero que outros digam qualquer coisa ruim sobre ele.
Já faz algum tempo não temos discussões, somos práticos, resolvemos pautas em reuniões a portas fechadas.
Mas, todos os dias - praticidade à parte - divagamos sobre a vida linda que temos juntos.
Despertador a postos, não podemos nos atrasar: "Amanhã o despertador toca e vamos levantar direto pra dar tempo de blá-blá-blá".
Mas todos os dias, um segura o outro, num abraço apertado, cheirando o pescoço e pedindo mais um minutinho assim, só nós dois, em paz.
Se existe só uma pessoa pra cada um nesse mundo, é muita sorte ter encontrado a minha há doze anos, quase sem querer.
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"No matter what,
we know we've got everything that we need,
we know we've got everything that we need,
Each mornin' we wake up:
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segunda-feira, janeiro 11, 2010
6 de janeiro
Um-a-um, os coloridos frutos foram deixando o pé.
Triste pela nudez, o pinheirinho dobrou seus galhos e foi dormir na caixa.
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sexta-feira, dezembro 18, 2009
Depois de dar umas beliscadas em "Jogo de Damas" de David Coimbra, leio uma notícia sobre duas mulheres violentadas em suas casas - uma por um ladrão e outra pelo namorado (esta já com 59 anos de idade).
Posso concluir que o mesmo detalhe que dá tanto poder à mulher também é o que pode lhe conceder o maior infortúnio.
E, neste momento, lembro de duas cenas marcantes de estupro da ficção: Ana Terra, que enfrenta os invasores de sua casa para proteger a família - me nego a descrever uma cena tão dolorosa - na obra O Continente ( O Tempo e o Vento) de Érico Veríssimo e a irmã de Joana D'Arc (filme de Luc Besson), que dá seu esconderijo para salvar a caçula e acaba passando por um misto de estupro e necrofilia (uma cena nada suave nem agradável).
Confesso que é uma das coisas que mais me dão medo de andar na rua, falar com gente estranha, ficar só em casa. Se levarem meu querido computador, meu utilíssimo carrinho, minha amada motinho... estão levando algo que não lhes pertence, mas que posso substituir.
E o que fazer com a memória de quem sofreu violência sexual? Quando menos se espera a lembrança vem à tona, e daí?
Na verdade, o que realmente eu não consigo entender é que alguém seja capaz fisicamente de violentar uma pessoa, veja bem: em que momento o sujeito que foi surpreendido roubando a casa teve uma ereção? Como? Ele deveria ter medo, ou raiva, mas como ocorreu o desejo pela pobre vítima?
Não me parece humanamente possível.
O pior é que justo nessa hora, o sujeito não brocha. Com toda a pressão psicológica da situação.
Incrível o nível animalesco, instintivo da sexualidade masculina.
Por uma vagina homens matam ou morrem. Dominam ou sucumbem. Divaguemos, então...
Posso concluir que o mesmo detalhe que dá tanto poder à mulher também é o que pode lhe conceder o maior infortúnio.
E, neste momento, lembro de duas cenas marcantes de estupro da ficção: Ana Terra, que enfrenta os invasores de sua casa para proteger a família - me nego a descrever uma cena tão dolorosa - na obra O Continente ( O Tempo e o Vento) de Érico Veríssimo e a irmã de Joana D'Arc (filme de Luc Besson), que dá seu esconderijo para salvar a caçula e acaba passando por um misto de estupro e necrofilia (uma cena nada suave nem agradável).
Confesso que é uma das coisas que mais me dão medo de andar na rua, falar com gente estranha, ficar só em casa. Se levarem meu querido computador, meu utilíssimo carrinho, minha amada motinho... estão levando algo que não lhes pertence, mas que posso substituir.
E o que fazer com a memória de quem sofreu violência sexual? Quando menos se espera a lembrança vem à tona, e daí?
Na verdade, o que realmente eu não consigo entender é que alguém seja capaz fisicamente de violentar uma pessoa, veja bem: em que momento o sujeito que foi surpreendido roubando a casa teve uma ereção? Como? Ele deveria ter medo, ou raiva, mas como ocorreu o desejo pela pobre vítima?
Não me parece humanamente possível.
O pior é que justo nessa hora, o sujeito não brocha. Com toda a pressão psicológica da situação.
Incrível o nível animalesco, instintivo da sexualidade masculina.
Por uma vagina homens matam ou morrem. Dominam ou sucumbem. Divaguemos, então...
domingo, novembro 08, 2009
AINDA SOBRE RELIGIOSIDADE
Eu era pequena... fazia minhas orações todas as noites e conversava com Deus, contava o que tinha achado do meu dia, que coisas eu achava que tinha feito bem e que coisas precisavam ser perdoadas.
Um dia, percebi que sentia falta de uma resposta (eu? querendo respostas? que novidade!).
Então, com o mesmo carinho de sempre, pedi que Deus me respondesse... entendia que ele era um ser supremo e, mesmo que eu tivesse sido feita à sua semelhança (eu tinha religião na escola, sim e uma família - sem fanatismos mas - religiosa) ele era diferente e não viria simplesmente verbalizar comigo.
Eu perguntava algo, geralmente uma resposta pra uma perturbação, algum dilema pessoal (judiaria!) e combinava que se chovesse era sim, se fizesse sol era não; se ventasse era sim, se nublasse era não, e assim por diante.
Tão bonitinho... se hoje eu fosse fazer isso acabaria trapaceando, afinal, sempre tem mais chance de uma coisa ou de outra.
Lembro que quando eles iam passar a previsão do tempo no jornal (costumava assistir com meu pai) eu saia correndo da sala pra não ver...
Eu era pequena... fazia minhas orações todas as noites e conversava com Deus, contava o que tinha achado do meu dia, que coisas eu achava que tinha feito bem e que coisas precisavam ser perdoadas.
Um dia, percebi que sentia falta de uma resposta (eu? querendo respostas? que novidade!).
Então, com o mesmo carinho de sempre, pedi que Deus me respondesse... entendia que ele era um ser supremo e, mesmo que eu tivesse sido feita à sua semelhança (eu tinha religião na escola, sim e uma família - sem fanatismos mas - religiosa) ele era diferente e não viria simplesmente verbalizar comigo.
Eu perguntava algo, geralmente uma resposta pra uma perturbação, algum dilema pessoal (judiaria!) e combinava que se chovesse era sim, se fizesse sol era não; se ventasse era sim, se nublasse era não, e assim por diante.
Tão bonitinho... se hoje eu fosse fazer isso acabaria trapaceando, afinal, sempre tem mais chance de uma coisa ou de outra.
Lembro que quando eles iam passar a previsão do tempo no jornal (costumava assistir com meu pai) eu saia correndo da sala pra não ver...
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Hoje tem romaria em Santa Maria
Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças
Eu que não sou católica, não entendo essa coisa de Nossa Senhora disso ou daquilo... um dia tentaram me explicar... eu tinha perguntado por que tinha Virgem de uma coisa e Virgem de outra, e Virgem daqui e Virgem dalí... afinal a Virgem que eu conhecia era a mãe de Cristo, e só. Aí responderam que era sempre a mesma... que mudava o nome conforme o lugar em que ela tivesse aparecido.
muito confuso... Tem Nossa Senhora do Bom Parto, tem Desata-nós, tem Nossa Senhora de tudo quanto é coisa... antes eu estranhava, queria entender como os fiéis entendem... hj acho que vale tudo e não estranho mais nada... na verdade descobri que os fiéis, em sua maioria, nem sequer entendem ou algum dia tentaram entender... só vão uns atrás dos outros (rezando pra santa da mãe ou na romaria mesmo).
Não é exatamente uma crítica... são minhas impressões. Pra quem não é do ramo...fica mesmo confuso... a qualquer momento aparece uma Nossa Senhora da Vassoura de palha... vá saber...
Eu que não sou católica, não entendo essa coisa de Nossa Senhora disso ou daquilo... um dia tentaram me explicar... eu tinha perguntado por que tinha Virgem de uma coisa e Virgem de outra, e Virgem daqui e Virgem dalí... afinal a Virgem que eu conhecia era a mãe de Cristo, e só. Aí responderam que era sempre a mesma... que mudava o nome conforme o lugar em que ela tivesse aparecido.
muito confuso... Tem Nossa Senhora do Bom Parto, tem Desata-nós, tem Nossa Senhora de tudo quanto é coisa... antes eu estranhava, queria entender como os fiéis entendem... hj acho que vale tudo e não estranho mais nada... na verdade descobri que os fiéis, em sua maioria, nem sequer entendem ou algum dia tentaram entender... só vão uns atrás dos outros (rezando pra santa da mãe ou na romaria mesmo).
Não é exatamente uma crítica... são minhas impressões. Pra quem não é do ramo...fica mesmo confuso... a qualquer momento aparece uma Nossa Senhora da Vassoura de palha... vá saber...
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quinta-feira, outubro 01, 2009
Coração apertadinho
Tem no meu coração um espaço que muda conforme a saudade bate
uns dias as pessoas que estão lá dentro crescem conforme aumentam os dias de distância.
De repente, parece que quase já não cabem
e as fibras que mantém o músculo fechado começam a estalar
Dá uma dor danada essa saudade toda
o peito apertado, o coração esgarçado
Acho que é isso que acontece quando perdemos alguém
seja por morte morrida ou contato matado
o tempo sem ver essa pessoa dói no peito
o coração começa a rasgar
fibras abertas
uma dor de saudade que nem tenho a que comparar
E elas escapam
libertas de nosso amor
libertas do aperto de dor
E o remédio que tudo cura, começa a suturar o coração
com o tempo, soltos, os entes queridos já não nos pertencem
fica deles só o reflexo dentro das paredes cardíacas
imagem borrada que mostra só o que queremos lembrar
o filtro que preserva e restaura a reputação dos que se vão
Meu coração é gato escaldado com medo de água fria,
mesmo com tanta tecnologia,
tem medo da distância
O contato eletrônico não substitui o ao vivo e a cores
o olho no olho e o impregnante cheiro da presença
presente...
hoje, em mim de mim...
uns dias as pessoas que estão lá dentro crescem conforme aumentam os dias de distância.
De repente, parece que quase já não cabem
e as fibras que mantém o músculo fechado começam a estalar
Dá uma dor danada essa saudade toda
o peito apertado, o coração esgarçado
Acho que é isso que acontece quando perdemos alguém
seja por morte morrida ou contato matado
o tempo sem ver essa pessoa dói no peito
o coração começa a rasgar
fibras abertas
uma dor de saudade que nem tenho a que comparar
E elas escapam
libertas de nosso amor
libertas do aperto de dor
E o remédio que tudo cura, começa a suturar o coração
com o tempo, soltos, os entes queridos já não nos pertencem
fica deles só o reflexo dentro das paredes cardíacas
imagem borrada que mostra só o que queremos lembrar
o filtro que preserva e restaura a reputação dos que se vão
Meu coração é gato escaldado com medo de água fria,
mesmo com tanta tecnologia,
tem medo da distância
O contato eletrônico não substitui o ao vivo e a cores
o olho no olho e o impregnante cheiro da presença
presente...
hoje, em mim de mim...
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quarta-feira, outubro 03, 2007
A mentira tem perna de menininha...
Quando eu era pequena, meu pai era o homem mais inteligente do mundo e minha mãe, a mulher mais sábia.
Inclusive, quando a gente é pequeno, tudo é o maior do mundo.
Hoje, meus pais desceram do pedestal e provam sua grandeza fingindo serem humanos. Assim, se tornaram mortais e capazes de errar.
Digo isso, porque estava pensando no quanto me tornei incapaz de mentir tendo sido já tão irremediavelmente mentirosa.
Explico melhor:
Não sei que idade eu tinha, mas o fato é que era muito pequena e mentia "a torto e a direito". Não lembro que coisas dizia, mas estava me tornando especialista.
Um dia descobri que ao mentir, as pessoas têm dificuldade de olhar direto nos olhos da vítima.
Quando minha mãe perguntava algo, eu olhava fundo em seus olhos e, sem nem piscar, mandava a maior mentira do mundo. Aos poucos, começou a funcionar.
Depois, soube que para uma mentira parecer verdade, o mentiroso tem que acreditar no que diz. Quando meu pai perguntava algo, eu respondia olhando nos olhos e com a certeza de quem "lembra" até de detalhes mínimos. Eu chegava a ter lembranças visuais do que estava dizendo.
O mais difícil - descobri sozinha - é que uma mentira só serve a seu criador se for sustentada por mentiras tangentes que se misturem com a realidade e acrescentem um tom de "é possível".
E sustentar uma mentira é muito difícil.
Mas eu estava mesmo me especializando.
No começo, lembro bem de minha mãe dizer "Estás mintiendo!" e eu ficar toda desconcertada.
Depois, ela me questionava e eu repetia o verso acrescentando detalhes "comprobatórios".
Mas um dia, acredite, meu prazer de mentir se tornou um arrependimento profundo.
Minha mãe - a mais sábia do mundo - depois de ouvir algo absurdamente falso, pôs olhos de imensa tristeza, fundos e nublados. Me olhou com algo que lembro como desconsolo, e desistindo de tentar, disse que já não sabia mais quando eu falava a verdade ou quando mentia.
Entendi que eu estava conseguindo que meus pais não quisessem mais falar comigo e prometi não mentir mais.
Acredite, meu treinamento pode funcionar muito bem hoje, mas nunca mais menti gratuitamente. Hoje minto para esconder uma surpresa ou para evitar que a verdade muito crua machuque quem eu amo.
E aviso: cuidadinho com o que me perguntar, sei mentir, mas não minto mais.
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quarta-feira, agosto 08, 2007
"booo... [microfonia] ããã.... boa tarde a todos.
primeiramente, eu gostaria de agradecer pelo convite da direção da escola e pela presença de todos, nesta que pretende ser uma palestra sobre minha profissão.
[púlmões bem cheios de ar....]
Bem, meu nome é Tereza. Sou formada em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Vale de Itamiritim, MBA EXECUTIVO EM SAÚDE - GESTÃO HOSPITALAR. Trabalho há sete anos na área. [só uma breve introdução elucidatória]
quando recebi o convite para esta palestra fiquei em dúvida sobre o que diria, afinal a minha área é mesmo muito especial. A carreira administrativa tem me proporcionado muitas horas de trabalho contínuo e prazeroso.
... [uma tossidinha pra arranjar tempo e pensar]
Na verdade, muitas áreas me proporcionaram horas prazerosas... claro que é sempre muito estranho quando a gente diz que adora bordar em ponto-cruz... hehehe [riso desajeitado, bochechas vermelhas]
... [a platéia, em inédito silêncio, começa a prestar atenção, a maioria prende o ar para não rir]
Engraçado... Que mania é essa que a gente tem de classificar as pessoas por área. "Fulano é da área de informática". "Beltrano nasceu pra trabalhar na área de saúde". "Criação é que é a área da Cicrana"...
Parece até que nenhum alterofilista pode gostar de cultivar bonsais e fazer ambas coisas bem!!
Quem disse que por ser médico, o rapaz não pode gostar de limpar sua casa??!!!
A gente cria parâmetros, colocamos pessoas dentro de caixas etiquetadas. "Oras, se ela estudou arquitetura, só pode estar frustrada dando aulas de informática!!!" Será mesmo??
"Veja bem, estudou anos e agora largou tudo por causa de uma paixão doida!" Pois que faça o que melhor lhe vier!!!
Se eu gosto de aparar a grama, maquiar peruas e redigir textos publicitários, pois que faça tudo!! mais pessoas felizes é o que o mundo precisa e não um bando de MBAs cisudos, carrancudos, mal-amados e mal-resolvidos!
É chegada a hora de trabalhar com prazer e viver gozando na vida!!!!"
E, dizendo isso, ergueu os braços num gesto eufórico, arrancou o crachá, abriu a camisa, soltou os cabelos - cuidados com cremes feitos com ovo e mel - e foi até a praça aceitar o convite de casamento do pipoqueiro.
primeiramente, eu gostaria de agradecer pelo convite da direção da escola e pela presença de todos, nesta que pretende ser uma palestra sobre minha profissão.
[púlmões bem cheios de ar....]
Bem, meu nome é Tereza. Sou formada em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Vale de Itamiritim, MBA EXECUTIVO EM SAÚDE - GESTÃO HOSPITALAR. Trabalho há sete anos na área. [só uma breve introdução elucidatória]
quando recebi o convite para esta palestra fiquei em dúvida sobre o que diria, afinal a minha área é mesmo muito especial. A carreira administrativa tem me proporcionado muitas horas de trabalho contínuo e prazeroso.
... [uma tossidinha pra arranjar tempo e pensar]
Na verdade, muitas áreas me proporcionaram horas prazerosas... claro que é sempre muito estranho quando a gente diz que adora bordar em ponto-cruz... hehehe [riso desajeitado, bochechas vermelhas]
... [a platéia, em inédito silêncio, começa a prestar atenção, a maioria prende o ar para não rir]
Engraçado... Que mania é essa que a gente tem de classificar as pessoas por área. "Fulano é da área de informática". "Beltrano nasceu pra trabalhar na área de saúde". "Criação é que é a área da Cicrana"...
Parece até que nenhum alterofilista pode gostar de cultivar bonsais e fazer ambas coisas bem!!
Quem disse que por ser médico, o rapaz não pode gostar de limpar sua casa??!!!
A gente cria parâmetros, colocamos pessoas dentro de caixas etiquetadas. "Oras, se ela estudou arquitetura, só pode estar frustrada dando aulas de informática!!!" Será mesmo??
"Veja bem, estudou anos e agora largou tudo por causa de uma paixão doida!" Pois que faça o que melhor lhe vier!!!
Se eu gosto de aparar a grama, maquiar peruas e redigir textos publicitários, pois que faça tudo!! mais pessoas felizes é o que o mundo precisa e não um bando de MBAs cisudos, carrancudos, mal-amados e mal-resolvidos!
É chegada a hora de trabalhar com prazer e viver gozando na vida!!!!"
E, dizendo isso, ergueu os braços num gesto eufórico, arrancou o crachá, abriu a camisa, soltou os cabelos - cuidados com cremes feitos com ovo e mel - e foi até a praça aceitar o convite de casamento do pipoqueiro.
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Viky
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de dentro pra fora,
meu
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Quando eu estudava pro PEIES, em busca de paz e ambiente propício ao estudo, passava muitas horas na biblioteca central da UFSM. Cada vez que cansava, dava uma voltinha pelas prateleiras - lá em cima entre as mesas de estudo - e folheava alguns livros e revistas, em especial as de anatomia e obstetrícia, afinal, eu queria fazer medicina.
Numa dessas, eu li sobre a história da cesariana, em outra sobre a simetria do rosto. E este é o assunto de hoje. A ASSIMETRIA DO MEU ROSTO.
Sempre ouvi dizer que as pessoas bonitas são as que têm o rosto mais simétrico. Aham.
Seguindo, hoje, uma experiência proposta no livrinho que li aquela vez na biblioteca, peguei uma foto minha em que apareço com o rosto bem de frente:
Repare que o corpo está girado, mas o rosto está bem de frente (o que me deu um leve torcicolo) e, por gentileza, ignore a roupa, ela não tem nada a ver com o assunto.
A seguir, cortei a foto ao meio, copiei e espelhei. Ajustando lado direito original, com lado direito copiado deu NISTO:
Olha que horror! Esse, obvimente é meu lado fino! heheh
Eu mesma achei que não tinha dividido a foto ao meio, mas a original ta aí... aproveita e "faça você mesmo". Bom, lá vai meu lado gordo...hahaha:
Parece mentira, mas é fato!!
Antes tava olhando com calma pra mim no espelho, de frente, meu lado esquerdo É diferente do direito e muito! Eu so toda torta!!!
E não sou só eu. De acordo com minhas leituras naquele dia... as diferenças podem ser ainda maiores... tipo, pode chegar a nem parecer a mesma pessoa... experimenta!!
Só pra garantir (porque eu mesma to achando estranho... ) vou fazer com outra foto, assim que tiver uma bem de frente.
Por hoje é só pessoal!!!!
Numa dessas, eu li sobre a história da cesariana, em outra sobre a simetria do rosto. E este é o assunto de hoje. A ASSIMETRIA DO MEU ROSTO.
Sempre ouvi dizer que as pessoas bonitas são as que têm o rosto mais simétrico. Aham.
Seguindo, hoje, uma experiência proposta no livrinho que li aquela vez na biblioteca, peguei uma foto minha em que apareço com o rosto bem de frente:
Repare que o corpo está girado, mas o rosto está bem de frente (o que me deu um leve torcicolo) e, por gentileza, ignore a roupa, ela não tem nada a ver com o assunto.A seguir, cortei a foto ao meio, copiei e espelhei. Ajustando lado direito original, com lado direito copiado deu NISTO:
Olha que horror! Esse, obvimente é meu lado fino! hehehEu mesma achei que não tinha dividido a foto ao meio, mas a original ta aí... aproveita e "faça você mesmo". Bom, lá vai meu lado gordo...hahaha:
Parece mentira, mas é fato!!Antes tava olhando com calma pra mim no espelho, de frente, meu lado esquerdo É diferente do direito e muito! Eu so toda torta!!!
E não sou só eu. De acordo com minhas leituras naquele dia... as diferenças podem ser ainda maiores... tipo, pode chegar a nem parecer a mesma pessoa... experimenta!!
Só pra garantir (porque eu mesma to achando estranho... ) vou fazer com outra foto, assim que tiver uma bem de frente.
Por hoje é só pessoal!!!!
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Viky
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mim
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Correndo o risco de parecer uma pessoa azeda, descontente e mal-amada....
Biblioteca de uma instituição de ensino FEDERAL:
Linda, grande, informatizada... tem até um jardim no centro do prédio! Planejada, um acervo enooorme, livros, cds, LPs, periódicos, vários idiomas, várias áreas...
Acervo desatualizado, sucateado, insuficiente... existe uma chance muito grande de outras áreas estarem melhor equipadas... mas Comunicação... tá brabo!
Somos obrigados a utilizar livros de 20, 30, 40 anos atrás... edições antigas, numa área que evolui constantemente... então, convencidos de que são eles os "papas" da comunicação, os utilizamos, buscando desconsiderar colocações obsoletas... isso quando o tal do livro caquético está disponível, porque, afinal, há um, dois, com sorte, três unidades... aí, depois de enfrentar dias na lista de espera; conseguir pegar o tal livro, alguém o reserva e a gente acaba sendo obrigado a devolver.
Mas isso não é tudo, pode-se retirar três livros de uma vez... sempre me pareceu suficiente... até a monografia. Como posso escrever um capítulo inteiro considerando apenas três autores? Ok, biblioteca setorial... no centro, longe de minha casa, meu trabalho e bem fora do meu caminho, mas é biblioteca.
Na biblioteca setorial do Centro de Ciências Sociais e Humanas, uma bibliotecária nada silenciosa e nada discreta faz considerações sobre uma garrafa de água deixada no balcão:
"nesse calor dá até vontade de tomar essa água... mas vá saber quem deixou aí... imagina, se for um aidético?!"
então seu colega reclama que acaba de ser preconceituosa. A bem-informada bibliotecária responde:
"Preconceito não, é preservação da vida!"
Quanto conhecimento, quanto respeito! Em pleno templo da sabedoria!
Obs.: eu não beberia, até porque a pessoa que pôs ali sua boca antes poderia sofrer de algum mal realmente transmissível por aquele veículo, ou até ter colocado algum remédio, ou outra coisa qquer... mas "aidéticos" eu aprendi que não existem... pessoas não merecem rótulos, sejam da natureza que forem.
Enfim, depois de lutar horas com o computador para consultar o acervo... descobri que de uma enorme lista de livros apenas dois eu encontraria ali... e um era de 1995!!! Pois é, ainda que figurasse como disponível, gastamos - a dita bibliotecária e eu - mais umas horas "catando" o livro, até a inevitável desistência. Voltei pra casa com muito tempo perdido e um livro antigo, do qual aproveitei 3 parágrafos.
Linda, grande, informatizada... tem até um jardim no centro do prédio! Planejada, um acervo enooorme, livros, cds, LPs, periódicos, vários idiomas, várias áreas...
Acervo desatualizado, sucateado, insuficiente... existe uma chance muito grande de outras áreas estarem melhor equipadas... mas Comunicação... tá brabo!
Somos obrigados a utilizar livros de 20, 30, 40 anos atrás... edições antigas, numa área que evolui constantemente... então, convencidos de que são eles os "papas" da comunicação, os utilizamos, buscando desconsiderar colocações obsoletas... isso quando o tal do livro caquético está disponível, porque, afinal, há um, dois, com sorte, três unidades... aí, depois de enfrentar dias na lista de espera; conseguir pegar o tal livro, alguém o reserva e a gente acaba sendo obrigado a devolver.
Mas isso não é tudo, pode-se retirar três livros de uma vez... sempre me pareceu suficiente... até a monografia. Como posso escrever um capítulo inteiro considerando apenas três autores? Ok, biblioteca setorial... no centro, longe de minha casa, meu trabalho e bem fora do meu caminho, mas é biblioteca.
Na biblioteca setorial do Centro de Ciências Sociais e Humanas, uma bibliotecária nada silenciosa e nada discreta faz considerações sobre uma garrafa de água deixada no balcão:
"nesse calor dá até vontade de tomar essa água... mas vá saber quem deixou aí... imagina, se for um aidético?!"
então seu colega reclama que acaba de ser preconceituosa. A bem-informada bibliotecária responde:
"Preconceito não, é preservação da vida!"
Quanto conhecimento, quanto respeito! Em pleno templo da sabedoria!
Obs.: eu não beberia, até porque a pessoa que pôs ali sua boca antes poderia sofrer de algum mal realmente transmissível por aquele veículo, ou até ter colocado algum remédio, ou outra coisa qquer... mas "aidéticos" eu aprendi que não existem... pessoas não merecem rótulos, sejam da natureza que forem.
Enfim, depois de lutar horas com o computador para consultar o acervo... descobri que de uma enorme lista de livros apenas dois eu encontraria ali... e um era de 1995!!! Pois é, ainda que figurasse como disponível, gastamos - a dita bibliotecária e eu - mais umas horas "catando" o livro, até a inevitável desistência. Voltei pra casa com muito tempo perdido e um livro antigo, do qual aproveitei 3 parágrafos.
Ta, prometo que a próxima postagem será algo acerca da esperança do ano vindouro e da beleza do Natal... ou algo mais positivo...
terça-feira, dezembro 19, 2006
por enquanto o tal mega-hiper-super-aumento fica pra depois... mas o que nos aguarda ainda a questão do teto salarial?

Estudantes realizam manifestação em Brasília contra o aumento do salário dos deputados federais.
http://www.folha.uol.com.br/
quinta-feira, dezembro 14, 2006
" O Brasil não tem povo.
Tem espectador."
Lima Barreto (1881 - 1922)
Teria Lima Barreto feito uma referência à política brasileira de forma profética??? Ou será que o Brasil é o tipo do pau que nasceu torto e nunca se endireitou??
Bom, acho que é isso mesmo, enquanto pessoas com poder tomam atitudes estupidamente incríveis, o povo subempregado, subnutrido, subeducado, subatendido, subestimado, assiste, sem qualquer possibilidade de reação...
CPI dos Sanguessugas chega ao fim sem indiciar um só parlamentar
Cepal reduz para 2,8% estimativa de expansão do Brasil no ano
TSE aprova contas de campanha de Lula, mas rejeita contabilidade do PT
Tem espectador."
Lima Barreto (1881 - 1922)
Teria Lima Barreto feito uma referência à política brasileira de forma profética??? Ou será que o Brasil é o tipo do pau que nasceu torto e nunca se endireitou??
Bom, acho que é isso mesmo, enquanto pessoas com poder tomam atitudes estupidamente incríveis, o povo subempregado, subnutrido, subeducado, subatendido, subestimado, assiste, sem qualquer possibilidade de reação...
CONGRESSO DISCUTIRÁ REAJUSTE A PARLAMENTARES
Congresso decide quinta-feira aumento para parlamentaresCPI dos Sanguessugas chega ao fim sem indiciar um só parlamentar
Cepal reduz para 2,8% estimativa de expansão do Brasil no ano
TSE aprova contas de campanha de Lula, mas rejeita contabilidade do PT
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