segunda-feira, março 17, 2008

Patchwork do Bush

Li sobre isso aqui

Um retrato encomendado e rejeitado, segundo a fonte acima, pela própria família Bush ao artista plástico Jonathan Yeo. Um trabalho realmente admirável tanto num olhar apressado, quanto num olhar mais detido.



Repare bem que são recortes de revista, minuciosamente selecionados e combinados para alcançarem o efeito de sombra e volume. Achei o ângulo interessante também, afinal além de complicar, também tem lá seus sentidos semióticos apresentar um Bush olhando para cima, um olhar altaneiro, uma coisa assim... "por cima da carne seca", como dizemos...

Mas o dedicado artista teve seu trabalho rejeitado.

Para não ter de arcar com o prejuízo de uma obra não vendida, passou a expô-la em galerias de arte mundo afora... para azar dos Bushs.

Curiosos por arte e fofoca encontraram o motivo da rejeição: Yeo usou fragmentos de revistas pornográficas.

!!!

Repare, agora, nesses detalhes:



Bom, agora fica o convite para um passeio pelos links, inclusive o do artista, para conhecer melhor seus trabalhos... (não esqueça que as imagens podem conter link para outros sites ou ampliar a foto).

Isso é que éo legítimo "cara de cu"... com o perdão da palavra.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

dica de blog

Rapidinho: só uma dica de um blog bem-humorado e do tipo "curto e grosso".





As imagens acima foram retiradas do "Post Secret" e estão lincadas com o blog.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Em busca de referências de ilustração...




O tal Arthur não desenha só gordinhas como as abaixo, mas foram as que eu mais gostei. Aproveita o link e dá uma olhada também nas animações do cara, vários estilos...


É engraçado como essa se parece comigo!!!! (heheh)








E veja só a coincidência: a de peixes também se parece comigo!!! heheh Ele não larga da minha cauda pisciana! heheh


Dou os créditos: Arthur de Pins

sexta-feira, novembro 30, 2007

Elvis

Se Elvis não morreu não sei, pra mim ele nasce.

Cada vez me apaixono mais pela voz e obra dele, acho que ele era mesmo O CARA.
Ainda que profunda desconhecedora, até a história dele é interessante. Acho que dá pra fazer um paralelo (com as devidas diferenças) com a de Britney Spears, afinal, a fama veio repentinamente, ainda muito jovens e fans e fotos e filmes e shows e casamentos desfeitos e loucura... francamente, viver assim, não é viver.

Sempre digo que me sinto bem paga pelo reconhecimento do meu trabalho, mas isso passa longe da fama, essa coisa estúpida que é o fanatismo - ou faniquitismo - destrói com a qualidade de vida. Quem foi que disse que artista não tem os mesmos direitos à paz que nós temos.

Em termos de trabalho, Elvis, o eterno, produziu impecavelmente. Uma salva de palmas admiradas pra ele que, mesmo depois de 30 anos morto, ainda toca profundamente minha alma e transmite com sua música sensações incríveis.

quarta-feira, outubro 03, 2007

A mentira tem perna de menininha...

Quando eu era pequena, meu pai era o homem mais inteligente do mundo e minha mãe, a mulher mais sábia.
Inclusive, quando a gente é pequeno, tudo é o maior do mundo.
Hoje, meus pais desceram do pedestal e provam sua grandeza fingindo serem humanos. Assim, se tornaram mortais e capazes de errar.
Digo isso, porque estava pensando no quanto me tornei incapaz de mentir tendo sido já tão irremediavelmente mentirosa.
Explico melhor:
Não sei que idade eu tinha, mas o fato é que era muito pequena e mentia "a torto e a direito". Não lembro que coisas dizia, mas estava me tornando especialista.
Um dia descobri que ao mentir, as pessoas têm dificuldade de olhar direto nos olhos da vítima.
Quando minha mãe perguntava algo, eu olhava fundo em seus olhos e, sem nem piscar, mandava a maior mentira do mundo. Aos poucos, começou a funcionar.
Depois, soube que para uma mentira parecer verdade, o mentiroso tem que acreditar no que diz. Quando meu pai perguntava algo, eu respondia olhando nos olhos e com a certeza de quem "lembra" até de detalhes mínimos. Eu chegava a ter lembranças visuais do que estava dizendo.
O mais difícil - descobri sozinha - é que uma mentira só serve a seu criador se for sustentada por mentiras tangentes que se misturem com a realidade e acrescentem um tom de "é possível".
E sustentar uma mentira é muito difícil.
Mas eu estava mesmo me especializando.
No começo, lembro bem de minha mãe dizer "Estás mintiendo!" e eu ficar toda desconcertada.
Depois, ela me questionava e eu repetia o verso acrescentando detalhes "comprobatórios".
Mas um dia, acredite, meu prazer de mentir se tornou um arrependimento profundo.
Minha mãe - a mais sábia do mundo - depois de ouvir algo absurdamente falso, pôs olhos de imensa tristeza, fundos e nublados. Me olhou com algo que lembro como desconsolo, e desistindo de tentar, disse que já não sabia mais quando eu falava a verdade ou quando mentia.
Entendi que eu estava conseguindo que meus pais não quisessem mais falar comigo e prometi não mentir mais.
Acredite, meu treinamento pode funcionar muito bem hoje, mas nunca mais menti gratuitamente. Hoje minto para esconder uma surpresa ou para evitar que a verdade muito crua machuque quem eu amo.
E aviso: cuidadinho com o que me perguntar, sei mentir, mas não minto mais.