quarta-feira, julho 14, 2010

Su Blackwell

Su Blackwell

É a artista e diretora de arte inglesa que anda picotando livros por aí. Bom, judiarias à parte, o trabalho faz as histórias tomarem vida, dá volume aos texto, literalmente (e literalmente!).

Dá uma olhada nos meus favoritos e depois confere no lik acima outros trabalhos da dona.



2007, Alice, A Mad Tea Party.



2009, Pandora opens Box



2009, Edensor, Derbyshire, A Guide to



2008, The Wild Swans



2008, The Girl in the Wood



2008, Circus Days and Circus Nights


2007, The Secret Garden, finding the door

terça-feira, maio 18, 2010

Conhece Irina Vinnik?







Quando eu crescer quero ter uma mão obediente ao cérebro, e um cérebro criador como o de Irina Vinnik:













Esse livro incrível é um projeto pessoal (dela, não meu) e não está a venda. Ela fez o livro que queria ter quando criança... o engraçado é que é o livro que eu queria ter agora...

Não sou capaz de decifrar o que possa estar escrito no texto, mas faria um empréstimo bancário se fosse possível comprá-lo. Simplesmente fantástico. snif, snif, snif....

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Há certas coisas que são inimagináveis, uma delas é um homem escrever uma música falando sobre a menstruação. Confesso que gosto das metáforas da letra.

Segue abaixo meu trecho favorito em tradução llivre:

De vez em mês
A Cegonha se suicida
E aí está você tão deprimida
Procurando uma explicação

De vez em mês
O céu rouba o seu milagre
O tempo te transforma em calendário
De uma vez, de vez em mês


E a letra original de " DE VEZ EN MES" de Ricardo Arjona

De vez en mes te haces artista
Dejando un cuadro impresionista
Debajo del edredón

De vez en mes con tu acuarela
Pintas jirones de ciruela
Que van a dar hasta el colchón

De vez en mes, un detergente
Se roba el arte intermitente
De tu vientre y su creación,
Si es natural cuando eres dama
Que pintes rosas en lacama
Una vez de vez en mes...

De vez en mes
La cigüeña se suicida
Y ahí estas tú tan deprimida
Buscándole una explicación

De vez en mes
El cielo te roba el milagro
El tiempo te hace un calendario
De una vez, de vez en mes

De vez en mes
Tú me propones
Huelga de hambre
Yo algo de imaginación.

De vez en mes la luna nueva
Viene a quitar lo que renueva
Y a colocar otra ilusión
De vez en mes soy invisible
Para intentar en lo posible
No promover tu mal humor

De vez en mes no hay quien te aguante
Y es tu pecado estar distante
Y otro peor quedarme ahí
Y aunque hay receso obligatorio
Y el cielo se hace un purgatorio
Te amo más de vez en mes

De vez en mes
La cigüeña se suicida
Y ahí estas tú tan deprimida
Buscándole una explicación

De vez en mes
El cielo te roba el milagro
El tiempo te hace un calendario
De una vez, de vez en mes

De vez en mes
Tú me propones
Huelga de hambre
Yo algo de imaginación.

De vez en mes
Tu vientre ensaya para cuna
Tu humor depende de la luna
Y yo te quiero un poco más

De vez en mes
A ti te da por tomar siestas
A tus hormonas por las fiestas
Y el culpable siempre yo

De vez en mes
No hay más reloj que el de tu cuerpo
No hay más luz que la que das
De vez en mes

Veja outras histórias que o guatemalteco transformou em música:





segunda-feira, janeiro 11, 2010

6 de janeiro

Um-a-um, os coloridos frutos foram deixando o pé.
Triste pela nudez, o pinheirinho dobrou seus galhos e foi dormir na caixa.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Depois de dar umas beliscadas em "Jogo de Damas" de David Coimbra, leio uma notícia sobre duas mulheres violentadas em suas casas - uma por um ladrão e outra pelo namorado (esta já com 59 anos de idade).

Posso concluir que o mesmo detalhe que dá tanto poder à mulher também é o que pode lhe conceder o maior infortúnio.

E, neste momento, lembro de duas cenas marcantes de estupro da ficção: Ana Terra, que enfrenta os invasores de sua casa para proteger a família - me nego a descrever uma cena tão dolorosa - na obra O Continente ( O Tempo e o Vento) de Érico Veríssimo e a irmã de Joana D'Arc (filme de Luc Besson), que dá seu esconderijo para salvar a caçula e acaba passando por um misto de estupro e necrofilia (uma cena nada suave nem agradável).

Confesso que é uma das coisas que mais me dão medo de andar na rua, falar com gente estranha, ficar só em casa. Se levarem meu querido computador, meu utilíssimo carrinho, minha amada motinho... estão levando algo que não lhes pertence, mas que posso substituir.

E o que fazer com a memória de quem sofreu violência sexual? Quando menos se espera a lembrança vem à tona, e daí?

Na verdade, o que realmente eu não consigo entender é que alguém seja capaz fisicamente de violentar uma pessoa, veja bem: em que momento o sujeito que foi surpreendido roubando a casa teve uma ereção? Como? Ele deveria ter medo, ou raiva, mas como ocorreu o desejo pela pobre vítima?

Não me parece humanamente possível.

O pior é que justo nessa hora, o sujeito não brocha. Com toda a pressão psicológica da situação.

Incrível o nível animalesco, instintivo da sexualidade masculina.

Por uma vagina homens matam ou morrem. Dominam ou sucumbem. Divaguemos, então...