quarta-feira, abril 25, 2012

Um "causo" de Emerson Fittipaldi


Nasci no comecinho dos anos 1980. 
Isso significa que cresci ouvindo discos, gravando k7, dançando lambada e achando que um dia saberia me virar como o McGiver fazia a cada domingo. Minto, nem sempre domingo era dia de salvar mocinhas com bombas de chiclete e grafite raspado de um lápis, muitas vezes era a hora da corrida.

Adoro corrida, mas corrida rápida mesmo. Pra quem cresceu com F1, outras modalidades não parecem tão velozes assim. Digo isso porque tenho em casa um admirador da "fórmula" Truck que, pra mim, mais parecem caixinhas de fósforo multicoloridas dando voltas numa pista. Não é a mesma coisa.

Dentre os maiores nomes da alta velocidade figura Emerson Fittipaldi. Um orgulho para o Brasil. Cheguei a acompanhar corridas na Indy e, portanto, suas vitórias nessa categoria.

Eu sei que prometi um "causo", mas como só contar um fato pitoresco sobre uma figura desse tamanho? Ele merece algumas honras.

Enfim:

Consta que um belo dia Fittipaldi levou sua mãezinha para dar uma volta em um carro de corrida. Não tenho certeza se foi num Ford GT40 ou num Porshe 917 (porque a reportagem fazia referência a ambos). Mas basta para deixar claro que era um veículo que numa boa pista e nas mãos certas não renderia um passeio qualquer.

Conta ele que acelerou fundo para ver a reação de sua mãe, mas ela permaneceu em silêncio nas retas e nas curvas. Sem nem um gemido de espanto. Pensei: ou tem muita confiança no filho, ou curte emoções fortes. Nada, ela tinha desmaiado.


quarta-feira, julho 20, 2011

"Só não te dou outra porque..."

Fazendo algo que não devia na hora em que devia fazer outras coisas... encontrei isso (link aqui) em um site que se dedica às mais diversas e inúteis listas...

Como eu ADORO Seu Madruga (para os íntimos, Don Ramón) selecionei minhas favoritas:

Eu sabia que você era idiota, mas não a nível executivo!
Que que foi, que que foi, que que há? Digo…
Não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar!
A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena. (essa, inclusive, eu adotei como filosofia de vida... sábio Seu Madruga!)
Sou pobre, porém honrado!
Isto é uma caliúnia! Uma caliúnia! Você sabe o que é uma caliúnia?
Com ousa me acordar às 10 da madrugada, Chaves?!
Puxa, repuxa, recontrapuxa!
Vá ver que horas são na Catedral de Londres.
Não há luta pior do que aquela que se enfrenta. (pense bem, faz sentido!!)
Chaves vai ver se a porca do vizinho botou um ovo!
Você sabe quanto custa trazer um artista do estrangeiro? Ainda mais sendo de outro país?
Essa caveira significa prerigo! PRE-RI-GO!" 


sexta-feira, junho 24, 2011

vou escrever um livro

daqui a três anos, quatro meses e dezoito dias eu publico mais informações sobre esse assunto.

quarta-feira, junho 01, 2011

Hijo de luna


Tem uma música antiga, que conheci aos pedaços na voz de minha irmã. Um dia lembrei do estribilho

"Luna quieres ser madre
y no encuentras querer
que te haga mujer
dime luna de plata
qué pretendes hacer
con un niño de piel
Hijo de la Luna"

Alguém pergunta para a lua que pretende fazer com um filho de pele... eu saí à cata de dita música. Apaixonei! Suponho que sobre mim ela provocou o mesmo efeito arrebatador que sobre Montserrat Caballe.


Pelo que sei ela achou a estória/lenda digna de uma ópera, com sua lenda e tragédia. Dramática como uma boa ópera, tinha tudo pra dar certo, e com uma madrinha de peso dessas (não consegui evitar o duplo sentido, sorry) só poderia ser um sucesso. Mas havia um detalhe de nada: o autor era um músico pop - narizes torcidos dos pomposos patronos do Teatro Real de Madrid - e quem gravou a versão original, em 1986, José Cano, da banda Mecano (link para essa versão)(a vocalista é mulher, não estranhe).

Mesmo apoiado em grandes artistas (até Pavarotti também deu seu apoio), a desconfiança de que um artista "vulgar" fosse capaz de escrever uma Ópera de qualidade ou de dirigir uma orquestra, levaram ao fracasso do intento. Judiaria!

O pobre infeliz, deixou a banda (que fazia bastante sucesso), trancou-se em casa e trabalhou por alguns anos no projeto. Desmoralizado por figurões, mesmo que apoiado pelos maiores artistas, a obra completa - LUNA - não chegou nunca a estrear!

Que tristeza... fico na dúvida se a verdadeira tragédia é a lenda cigana da canção que originou a ópera natimorta ou se a história do próprio artista, vítima de um preconceito tão impróprio para o mundo artístico.

De todas formas essa canção é lindíssima e ficou marcada por vozes deliciosas nas diversas versões que recebeu, vão aí alguns links:

Stravaganzza - banda de Rock gótico

Acho que nem preciso dizer, mas se no Brasil houvesse mais receptividade à música em língua espanhola (isso inclui milhares de artistas bons de muitos países), teríamos ouvido Hijo de la Luna. O que tem de vídeo de intérpretes calouros nos "idool" em versões de diversos países, não é brincadeira. Dos citados acima, meus favoritos são o primeiro e o último.

Obs.:
1- as imagens estão linkadas a amplição ou ao autor. Fuce!
2- para quem tem preguiça de catar letra e tradução: http://letras.terra.com.br/sarah-brightman/5892/traducao.html



sábado, maio 28, 2011

Exercício de dissertação

Sexos diferentes, mas igualdade nas relações.

Já estão longe os dias em que as escolhas amorosas e sexuais das mulheres eram alvo de ponderação alheia. Como consequência disso, a liberdade feminina para optar como e com quem se relaciona, sem medo de ser julgada, a deixou em condição de igualdade com o homem.

A mulher de hoje pode optar livremente pelo tipo de relacionamento que mais lhe convém. Se ela não quer compromisso, apenas escolhe o parceiro de ocasião segundo seus critérios. Se quer um relacionamento estável, ela namora, casa ou se estabelece como preferir. A liberdade de escolher como se relaciona significa que pode suprir sua carência, afetiva ou sexual, sem precisar seguir um modelo social específico, nem ser condenada por isso, diferentemente do que acontecia há poucas gerações, em que sofreria discriminação de familiares, vizinhos ou colegas de trabalho.

Além da liberdade de optar entre os estilos de relacionamento, a mulher também passou a selecionar com que tipo de homem quer se envolver. As definições “mulher para casar e mulher para se divertir”, amplamente usadas entre os homens de todos os tempos, também são usadas hoje pelas mulheres. Tornou-se comum um homem ser tratado como parceiro sexual esporádico quando ele tem um perfil de companhia para diversão, enquanto outros, mais interessados em relacionamentos duradouros, são definidos como homens para casar.

Não cabem dúvidas, portanto, de que a mulher, na forma como assume suas atitudes amorosas e sexuais, vive tempos de igualdade com o homem. Como resultado temos uma sociedade mais feliz, composta por homens e mulheres realizados, que cumprem seus desejos conforme preferências pessoais e em pé de igualdade.