sábado, novembro 19, 2016

Eu tiNhA 13 AnOS

Eu tinha 13 anos. Parei no meio-fio, os pés paralelos, apontando para a avenida. À direita, a ladeira vinha do centro, à esquerda, se tornava plana e mais adiante reiniciava a inclinação. Eu estava no vale. Eu estava mesmo no fundo. Um ônibus vinha lá de cima, ninguém nas paradas da avenida, o motorista podia ver desde o alto que não teria que parar. Eu vi que ele descia rápido, aproveitando o embalo para subir o próximo trecho. Sem nenhuma dúvida, ele não tinha tempo de parar. Sem dúvida um simples passo e o plano letal era perfeito. Não precisei respirar fundo, não me senti nervosa, a decisão estava tomada, meio sem querer havia muitos dias, mas nunca havia elaborado um plano, nunca havia escolhido um método. Eu tinha 13 anos, de que outro jeito seria? Um ônibus no caminho da escola para casa, o óbvio, o simples.
Hoje percebo que aquilo foi grave, que eu tive intenção real de me matar.
Hoje percebo que quando descobri, por raciocínio lógico, que se não digerisse não engordaria e decidi provocar vômito depois de comer fartamente, algo não estava bem comigo.
Hoje tenho certeza de que não era normal, bonito nem saudável usar o estilete do colega para fazer cortes superficiais nos antebraços.
Passava horas seguidas sentada no chão chorando. Mas isso sim, eu percebi, naquela idade, que não era normal. Eu não conseguia parar, não conseguia me sentir menos triste. Muita tristeza. Toda a tristeza do mundo, uma tristeza tão forte, tão funda, tão dura, tão pesada... Tanta tristeza que dói. Ainda dói. Lembro de como doía.
Nunca mais me senti assim.
Tive dias de tristeza, de perda e de luto. Tive dias de vergonha, de derrota e de saudade. No entanto, nunca mais me senti assim, daquele jeito.
Eu tinha 13 anos, levantei o pé direito e o levei à frente. Mas antes de dar o passo definitivo, imaginei que talvez o motorista do ônibus me visse, tentasse parar, tentasse desviar. Imaginei o ônibus tombando, pessoas machucadas, desespero e gritos. Por um momento, parei o pé e percebi que meu plano poderia falhar fatalmente e poderia causar um mal enorme a muita gente. Baixei a cabeça, aí sim suspirei fundo e voltei para casa. Era preciso muita coragem para simplesmente decidir não mudar nada.

segunda-feira, janeiro 20, 2014

Rachel Ignotofsky

Há tempos não fazia uma descoberta de ilustrador, assim, que me vicia.

Depois de Irina Vinnik, Bansky, Jonathan Yeo e Arthur de Pins vi gente boa mas nada que eu achasse tão interessante. Também conta o fato de eu estar vivendo minha segunda vida e ter largado criação e direção de arte, mas isso é um detalhe.

Rachel Ignotofsky faz ilustrações para a Hallmark Greetings Co. e também trabalhos freelance. Além de ilustrações muito divertidas para casais, eventos e empresas, ela faz uma série de posters sobre botânica, citologia e anatomia. Estudar fica muito mais estiloso com o trabalho dela.

Essas são as que vi primeiro, mas vale a pena visitar o link (no nome dela, acima) para ver outras bem divertidas:





Gostaria que também tivesse ilustrações sobre endócrino e genito-urinário, porque são bonitos marcadores de capítulos que usei em meus cadernos. :)

sábado, outubro 19, 2013

Verdade é como filho: cada um tem o seu.

 Almoço festivo. Maria, Antônia, Joselina e Griselda conversam em meio aos afazeres da cozinha. Com a algazarra que fazem bem se diria serem umas vinte mulheres, mas são apenas essas senhoras nomeadas.
O modo como seria preparada a salada gerou certa divergência. Joselina foi taxativa:
- Nada de temperos, a gente lava com cuidado as folhas de alface, descasca e corta o tomate e só.
- Que horror, Lina! Coisa bem sem gosto nenhum! Joga logo um fio de azeite de oliva que é bom pro coração! Minha Carol que disse.
- E o que tua filha sabe? Nunca cozinhou na vida, Antônia!
- A Carolina é a melhor aluna da faculdade de Nutrição! Sabe tudo e não precisa cozinhar pra isso. O outro dia um professor viu no currículo dela que ela tinha um curso especial de grãos integrais e queria que ela fosse pro laboratório dele trabalhar. Mas imagina! A professora, doutora não sei das quantas, quase enlouqueceu, não deixou a Carol ir. Tão brigando pela minha filha, tão boa ela é... vivem pedido coisas pra ela, colocando ela pra trabalhar nos projetos importantes... Ela é uma referência pros colegas.
- Parece o Luiz Roberto. O menino mal começou na veterinária tá lá fazendo cirurgia em boi! O pai tá todo orgulhoso. Dele, e do Dudu, que disse ontem que vai ser engenheiro.
- Mas, Maria, o próprio Luizinho me disse, semana passada, que só foi assistir à tal cirurgia.
- Então, Griselda! Foi o que eu disse, tá operando os bichos, já! E também faz o maior sucesso com os professores.
- Esse gurizada de hoje... Parece que já nascem sabendo mais que a gente. Mas eu vou levando essas saladas pra mesa.
- Espera, Lina! Não tá temperada!
- Não é pra temperar, deixa assim. O Carlinhos mandou eu baixar os temperos, disse que sal dá pressão alta, que a gordura do óleo entope as veias e sei lá mais o quê. Isso sem contar a quantidade de bactéria e micróbios que vem numa salada mal lavada, um perigo! Levo assim, e cada um põe o que achar melhor.
 E lá se foi Joselina com as vasilhas de salada. Quando voltou, o assunto eram os filhos brilhantes de cada uma.
- Então, Lina, teu filho tá trabalhando, já?
- Sim, o Carlinhos tem essa vocação de cuidar de gente. Tá trabalhando direto no posto perto de casa e nos fins de semana tira plantão em Capoira Alta, perto da casa da vó dele. Uma bênção esse menino, os pacientes adoram ele!
- Mas e os teus, Griselda? 
- Os meus filhos não são brilhantes. O João e a Mara, estudam um pouco, fazem festa com os colegas e de vez em quando pegam exame. São médios. Medíocres até. Mas vão se formar no tempo certo e vão ter um emprego decente. Acho que é isso que todos queremos para nossos meninos, né? 
 Foi como se ela tivesse dito uma coisa absurda, horrível, criminosa. 
 Mas era verdade, aliás, a única verdade completa que tinha sido dita naquela reunião. Para indignação das demais amigas, Griselda era super sincera.
E trocaram de assunto. Vai que Griselda começasse a falar verdades sobre os filhos delas também.


quinta-feira, janeiro 24, 2013

Pesadelos

Lembro de dois pesadelos horríveis que tive...


Com cerca de 4 anos, imaginei que um homem comum escalava o muro de nosso vizinho e cravava uma faca nas costas de minha mãe, que estava de costas para ele, ela morria na hora e na frente de meu pai, minhas irmãs e eu. Era tão triste, tão real, que me apavorava, era possível. Isso sim dá medo: pessoas possíveis, lugares possíveis e a mãe da gente... nada pode ser pior!

O outro pesadelo de que me lembro, era recorrente, e parou  de se repetir quando  cresci: pontos brancos, muito pequenos, vinham do infinito na minha direção, o fundo preto e sem nenhum som...só isso, me angustiava de uma maneira que eu tinha medo de voltar a dormir e sonhar com isso. Depois, e estou falando do início dos anos 1990, criaram um protetor de tela que é bem o que eu sonhava, parece um pouco que viajamos por entre estrelas, meio star wars mesmo. A animação não me assusta tanto, mas o sonho era terrível. Vá entender.

Fotógrafo do Terror

Joshua Hoffine é um artista - fotógrafo do imaginário popular de horror - cujo projeto mais recente (segundo seu blog) busca dar "vida" aos pesadelos mais medonhos das crianças.

Confesso que não me identifiquei com o propósito, meus pesadelos não tinham monstros, lobisomens, bruxas e muito menos zumbis. (Leia sobre isso aqui).

Mas o importante é que as obras são lindíssimas... feias, mas perfeitas (entende?). Selecionei as que combinam mais com meus medos de infância - ou de hoje - mas veja muitas outras no site de Joshua. Clique para ampliar.

Para começar: a menina encontra a casa da bruxa de João e Maria:

o verossímil palhaço assustador:


"alguma coisa se mexeu no armário":


o terrível mãe morta:


um auto-antropófago:


parece que tem mais alguém na casa:


Aproveite e veja outras galerias, como esta com Jack Estripador (muito boas):


 

Veja as outras, vale a pena!

quinta-feira, outubro 25, 2012

ENXERGAR O MUNDO

Saiu de Andorinhas do Sul para estudar. Cursava o primeiro ano de faculdade quando completou 17 anos. Orgulho da família, na colônia era tido como um prodígio.

Interessado, logo se envolveu em projetos, conseguiu um estágio para custear as viagens a congressos. Colocou-se a meta de realizar um intercâmbio antes de terminar a faculdade.

Foi.

Ficou fora do país por um semestre. 

A avó, longe do único neto, sofria. Queria mandar carta, pediu o endereço quando ele ligou pra casa. "Demora muito, vó. É melhor a gente usar chat, fala com algum vizinho pra ensinar vocês." Ela não entendia. "Pela internet, vó. Com o computador, sabe? É bem fácil." Não sabia. Não gostava de mexer naquela coisa, tentou e não deu certo.

Quando voltou, já era início de período letivo, nem pôde ir pra casa ver a família. Recebeu encomenda de compotas, queijo, salame e uns tricôs pra usar ainda neste inverno. Ligou pra casa, gostou muito, agradeceu.

Tinha uma relação bonita com a família, mas agora era homem do mundo. Apresentava trabalhos e já começava a ensinar outros estudantes em oficinas e workshops. Destacava-se. Era bom naquilo.

Um acidente. O caminhoneiro dormiu, atravessou a pista e bateu de frente na Variant dos pais. "O condutor do veículo morreu na hora, a passageira, que estava no carona, foi socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu. O motorista do caminhão nada sofreu". 

A avó ficou sozinha. Daria tudo a ela, decidiu.

Concordaram facilmente. O acordo era simples, ela largava tudo para morar com ele mas iriam seguido para ver o pessoal de Andorinhas e visitar o cemitério. Entendiam-se muito bem.

Ter companhia quando estava em casa era muito bom. Sentava na varanda com a velhinha, reparavam na vizinhança e riam juntos.

Amava a avó, queria mostrar o mundo a ela. Paralelo ao mestrado dava aulas de "iniciação ao mundo real", como ele brincava ao contar para os amigos. Demorou um pouco, mas com o tempo ela pesquisava receitas novas e até aprendia alguns artesanatos nos vídeos do site do programa de tevê. Ela se esforçava pelo netinho. "Menino bom".

Colocou a avó em aulas de hidroginástica. Ela não gostava, dizia a ele, mas frequentava.

Pacientemente acolhia todas as novas ideias do rapaz. Ele queria ajudar.

Já era hora  de dar um novo passo. Contou a novidade com os olhos cheios de emoção: o doutorado seria na Inglaterra, tinham que providenciar o passaporte da velhinha. Ela ia pro estrangeiro!

Ela recebeu a notícia em silêncio, os olhos cheios de outra emoção. Pegou a mão do neto entre as suas. Tremia um pouco. Chorava. "Meu filho, vai. Mas a vó quer ir pra casa."

Explicou que era só por poucos anos, quando menos esperasse tinham voltado. E ela viajaria, conheceria lugares. Fariam um tour pela Europa. "Lá é tudo perto, vó". Ela não queria contrariar o neto, mas não mentiu.

Passou dois dias triste, procurando conselhos de todo mundo, precisava uma solução. Conversou de novo com ela, desistiria se ela não fosse junto. Estava muito idosa e não tinha a mais ninguém. 

Queriam se entender, mas não estava tudo bem.

Pela primeira vez desde que se mudara para lá, ela foi firme. Mas doce como sempre. Ele seria feliz se seguisse seu caminho, ela seria feliz se voltasse pra sua casinha, já a tinha pedido de volta aos inquilinos. E um estaria mais feliz se o outro também estivesse, era simples.

"Meu querido, esperei que você se formasse para voltarmos pra casa. Então, você continuou estudando e esperei de novo. Pensei que você poderia trabalhar lá, talvez, com tanto estudo, virasse nosso prefeito, consertasse a cidade, fizesse escolas bonitas. Vejo que você se esforça pra não perder contato, manteve a promessa de visitar a gente de lá... Mas, faz pouco, enxerguei bem: aquele não é seu mundo. Queria que você sentisse o que sinto naqueles campos, naquela praça. Queria que você fosse o orgulho da família lá. Queria exibir você para o meu mundo. Mas isso não te faria feliz, meu filho. Você quer exibir seu mundo pra mim, não vai dar certo. Entendi que o que é pequeno pra você é meu universo inteiro, mas também entendi que tudo que você acha de maior importância não faz falta nenhuma pra mim. Vai querido, quero que você tenha tudo o mesmo que eu: a sensação de fazer parte do mundo."

O neto foi embora. Achou lá uma moça que foi morar com ele.

A velhinha voltou para Andorinhas, conseguiu uma moça que fazia companhia e cuidava bem dela.

Ela foi a Londres para o casamento do neto e o bisnetinho inglês veio ao enterro dela.

Um mundo pleno, conquistado. Feliz por seguir seu próprio caminho.

quarta-feira, abril 25, 2012

Um "causo" de Emerson Fittipaldi


Nasci no comecinho dos anos 1980. 
Isso significa que cresci ouvindo discos, gravando k7, dançando lambada e achando que um dia saberia me virar como o McGiver fazia a cada domingo. Minto, nem sempre domingo era dia de salvar mocinhas com bombas de chiclete e grafite raspado de um lápis, muitas vezes era a hora da corrida.

Adoro corrida, mas corrida rápida mesmo. Pra quem cresceu com F1, outras modalidades não parecem tão velozes assim. Digo isso porque tenho em casa um admirador da "fórmula" Truck que, pra mim, mais parecem caixinhas de fósforo multicoloridas dando voltas numa pista. Não é a mesma coisa.

Dentre os maiores nomes da alta velocidade figura Emerson Fittipaldi. Um orgulho para o Brasil. Cheguei a acompanhar corridas na Indy e, portanto, suas vitórias nessa categoria.

Eu sei que prometi um "causo", mas como só contar um fato pitoresco sobre uma figura desse tamanho? Ele merece algumas honras.

Enfim:

Consta que um belo dia Fittipaldi levou sua mãezinha para dar uma volta em um carro de corrida. Não tenho certeza se foi num Ford GT40 ou num Porshe 917 (porque a reportagem fazia referência a ambos). Mas basta para deixar claro que era um veículo que numa boa pista e nas mãos certas não renderia um passeio qualquer.

Conta ele que acelerou fundo para ver a reação de sua mãe, mas ela permaneceu em silêncio nas retas e nas curvas. Sem nem um gemido de espanto. Pensei: ou tem muita confiança no filho, ou curte emoções fortes. Nada, ela tinha desmaiado.


quarta-feira, julho 20, 2011

"Só não te dou outra porque..."

Fazendo algo que não devia na hora em que devia fazer outras coisas... encontrei isso (link aqui) em um site que se dedica às mais diversas e inúteis listas...

Como eu ADORO Seu Madruga (para os íntimos, Don Ramón) selecionei minhas favoritas:

Eu sabia que você era idiota, mas não a nível executivo!
Que que foi, que que foi, que que há? Digo…
Não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar!
A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena. (essa, inclusive, eu adotei como filosofia de vida... sábio Seu Madruga!)
Sou pobre, porém honrado!
Isto é uma caliúnia! Uma caliúnia! Você sabe o que é uma caliúnia?
Com ousa me acordar às 10 da madrugada, Chaves?!
Puxa, repuxa, recontrapuxa!
Vá ver que horas são na Catedral de Londres.
Não há luta pior do que aquela que se enfrenta. (pense bem, faz sentido!!)
Chaves vai ver se a porca do vizinho botou um ovo!
Você sabe quanto custa trazer um artista do estrangeiro? Ainda mais sendo de outro país?
Essa caveira significa prerigo! PRE-RI-GO!" 


sexta-feira, junho 24, 2011

vou escrever um livro

daqui a três anos, quatro meses e dezoito dias eu publico mais informações sobre esse assunto.

quarta-feira, junho 01, 2011

Hijo de luna


Tem uma música antiga, que conheci aos pedaços na voz de minha irmã. Um dia lembrei do estribilho

"Luna quieres ser madre
y no encuentras querer
que te haga mujer
dime luna de plata
qué pretendes hacer
con un niño de piel
Hijo de la Luna"

Alguém pergunta para a lua que pretende fazer com um filho de pele... eu saí à cata de dita música. Apaixonei! Suponho que sobre mim ela provocou o mesmo efeito arrebatador que sobre Montserrat Caballe.


Pelo que sei ela achou a estória/lenda digna de uma ópera, com sua lenda e tragédia. Dramática como uma boa ópera, tinha tudo pra dar certo, e com uma madrinha de peso dessas (não consegui evitar o duplo sentido, sorry) só poderia ser um sucesso. Mas havia um detalhe de nada: o autor era um músico pop - narizes torcidos dos pomposos patronos do Teatro Real de Madrid - e quem gravou a versão original, em 1986, José Cano, da banda Mecano (link para essa versão)(a vocalista é mulher, não estranhe).

Mesmo apoiado em grandes artistas (até Pavarotti também deu seu apoio), a desconfiança de que um artista "vulgar" fosse capaz de escrever uma Ópera de qualidade ou de dirigir uma orquestra, levaram ao fracasso do intento. Judiaria!

O pobre infeliz, deixou a banda (que fazia bastante sucesso), trancou-se em casa e trabalhou por alguns anos no projeto. Desmoralizado por figurões, mesmo que apoiado pelos maiores artistas, a obra completa - LUNA - não chegou nunca a estrear!

Que tristeza... fico na dúvida se a verdadeira tragédia é a lenda cigana da canção que originou a ópera natimorta ou se a história do próprio artista, vítima de um preconceito tão impróprio para o mundo artístico.

De todas formas essa canção é lindíssima e ficou marcada por vozes deliciosas nas diversas versões que recebeu, vão aí alguns links:

Stravaganzza - banda de Rock gótico

Acho que nem preciso dizer, mas se no Brasil houvesse mais receptividade à música em língua espanhola (isso inclui milhares de artistas bons de muitos países), teríamos ouvido Hijo de la Luna. O que tem de vídeo de intérpretes calouros nos "idool" em versões de diversos países, não é brincadeira. Dos citados acima, meus favoritos são o primeiro e o último.

Obs.:
1- as imagens estão linkadas a amplição ou ao autor. Fuce!
2- para quem tem preguiça de catar letra e tradução: http://letras.terra.com.br/sarah-brightman/5892/traducao.html



sábado, maio 28, 2011

Exercício de dissertação

Sexos diferentes, mas igualdade nas relações.

Já estão longe os dias em que as escolhas amorosas e sexuais das mulheres eram alvo de ponderação alheia. Como consequência disso, a liberdade feminina para optar como e com quem se relaciona, sem medo de ser julgada, a deixou em condição de igualdade com o homem.

A mulher de hoje pode optar livremente pelo tipo de relacionamento que mais lhe convém. Se ela não quer compromisso, apenas escolhe o parceiro de ocasião segundo seus critérios. Se quer um relacionamento estável, ela namora, casa ou se estabelece como preferir. A liberdade de escolher como se relaciona significa que pode suprir sua carência, afetiva ou sexual, sem precisar seguir um modelo social específico, nem ser condenada por isso, diferentemente do que acontecia há poucas gerações, em que sofreria discriminação de familiares, vizinhos ou colegas de trabalho.

Além da liberdade de optar entre os estilos de relacionamento, a mulher também passou a selecionar com que tipo de homem quer se envolver. As definições “mulher para casar e mulher para se divertir”, amplamente usadas entre os homens de todos os tempos, também são usadas hoje pelas mulheres. Tornou-se comum um homem ser tratado como parceiro sexual esporádico quando ele tem um perfil de companhia para diversão, enquanto outros, mais interessados em relacionamentos duradouros, são definidos como homens para casar.

Não cabem dúvidas, portanto, de que a mulher, na forma como assume suas atitudes amorosas e sexuais, vive tempos de igualdade com o homem. Como resultado temos uma sociedade mais feliz, composta por homens e mulheres realizados, que cumprem seus desejos conforme preferências pessoais e em pé de igualdade.

domingo, abril 10, 2011

Ser feliz é uma escolha.


Dizem que o que existem são momentos felizes... então estar feliz é uma escolha.
Vi este par de cadeiras de Bott Scarry muito bonitinhas e metafóricas.



Veja bem: todos ficamos cansados alguma hora, mas se vamos sentar na cadeira triste ou na feliz é uma escolha livre, e, seja qual for nossa escolha, as consequências são sentidas bem no fundo!

segunda-feira, março 28, 2011

Eu tinha cerca de dez anos quando meu pai escolheu uma nova forma de torturar a mim e a minha irmã mais nova: a tabuada.

Nada relacionado a apanhar com tábuas, mas, metaforicamente, a mesma coisa.

Era um horror. Chegava o fim de tarde e ele nos chamava para cobrar a tabuada. Uma primeiro, a outra depois. Lembro bem que odiávamos, nos enchíamos de raiva daquela situação.

Um dia, percebi que os métodos do meu pai eram ruins, rígidos, desgradáveis mas, pelo menos, eu sabia a tabuada e isso era muito útil.

Hoje, uns 18 anos depois, lembrei desse episódio e percebi mais uma coisa: o admirável esforço de meu pai.

Nessa época, ele trabalhava longe de casa. Saía cedo para voltar tarde. Ficava o dia todo sem ver as filhas nem a esposa. E, quando chegava em casa, ao invés de curtir um momento feliz em família - humano desejo - ele fazia um esforço maior, por nosso bem.

Mesmo sabendo que odiávamos "a hora da tabuada", mesmo tendo que abrir mão de instantes de sossego e alegria, ele queria nos dar um patrimônio (do tipo que credores não levam).

Bem, matemática ainda é meu calcanhar de Aquiles, mas eu sei a tabuada, toda. Acho que valeu nossos sacrifícios.

sábado, março 19, 2011

Conviver com as diferenças...

Quando o azul encontrou com o branco, percebeu que, sendo diferentes, eles davam mais encanto ao céu.

Envelhecimento

Envelhecer é escolher entre lamentar o que não foi e realizar o que ainda se pode fazer.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Dia feliz, fui citada.

Sim, citada, foi o que eu quis dizer.

Tudo bem, nenhuma publicação dos editoriais de Harvard, mas alguém usou trechos do meu trabalho e me deu o devido crédito. Ganhei o dia!

Este trecho:

Virginia Berger Tomasini, em seu Trabalho de Conclusão de Curso em Publicidade e Propaganda pela UFSM, escreve: “Ainda no Código de Ética, a indução ao erro e ao vício é condenada. Seguindo esses princípios, a propaganda de produtos fumígenos é sempre antiética…”.


E este trecho:

Toda mensagem deve considerar a adequação ao enunciatário: se este não for capaz de reconhecer os elementos do texto como pertencentes ao seu repertório, se a mensagem não utilizar um código comum ao enunciador e ao enunciatário, não haverá a produção de um efeito de sentido. (TOMASINI, 2007, p. 26)




Trata-se da minha monografia, Trabalho de Conclusão de Curso em Publicidade e Propaganda, pela UFSM, que apresentei em fevereiro de 2007:

PUBLICIDADE DE CIGARRO: ENTRE A RESTRIÇÃO E A PERSUASÃO, orientada por Juliana Petermmann.

terça-feira, dezembro 14, 2010

lutinho

Uma coisinha que nem era pra ser,
uma coisinha que nem tinha como crescer,
uma bolinha pequena,
levou um pedacinho de mim... antes mesmo de eu saber.

Sem planos, sem intenção, sem querer,
agora que nem é mais... sinto a dor de perder algo que nem tive.

Vou me permitir um lutinho.

terça-feira, novembro 30, 2010

Vladimir Kush

Eu, que sou uma pessoa bem do tipo das que fizeram o sucesso de Salvador Dalí, ou seja, uma entusiasmada com surrealismo, especialmente nas artes visuais, encontro muita afinidade com a arte de Vladimir Kush.

O dito cujo, evidentemente russo de nascimento, é considerado por uns o maior nome do surrealismo na atualidade. Como já "disse", simpatizo com seu trabalho, mas não é pra tanto... Deixo, cá, um link com o site de Kush, para que todo mundo que lê este blog (ei, bota gente nisso) possa tirar suas próprias conclusões.

De todos os que vi, meus mais elogiados são os seguintes (os demais não estão porque nem gostei mesmo):
Patterns of the Light


Full Moon Game


Divine Geometry


Daisy Games


Breakfast on the lake


Esse último não faço ideia do título, mas gosto muitíssimo, sobretudo porque é muito "quixotesco".

segunda-feira, novembro 08, 2010

Challenged

Assim como no cartoon do Stuart (reparou na intimidade?) a seguir (clique para ampliar), eu também adorava ir à escola, bem como ele conta, depois veio o vestibular, a faculdade e, pela primeira vez, desde que lembro de mim, me vi sem aula, sem provas e sem roteiro evolutivo. Assustador.

Desde que me formei, tenho feito alguns cursos, aprendi a usar novas ferramentas, estou sempre estudando por tutoriais, mas ainda falta a sensação de que estou evoluindo... e também tem aquela coisa de me sentir estagnada, acomodada...


Então lá vou eu, começar tudo de novo: cursinho pra fazer vestib
ular, vestibular pra fazer outra faculdade, faculdade pra ter outra formação, outra formação pra desenvolver outras atividades.

É um plano que tem data de começo e muito tempo pela frente até ter fim, mas, apesar de ser bastante ansiosa, consigo ser paciente. E lá vamos nós!!!!





sexta-feira, setembro 24, 2010

Hunf!!!


- Que é mesmo que tu faz?

- Eu sou publicitária.

- Ah, sei - (cara de "faço a mínima")

- Hunf!

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- Olha, aquele busdoor fui eu que fiz!

- Mas que modelo feia, não tinha uma melhor?

- Eu não fiz as fotos, elas foram cedidas pela grife. Eu fiz o layout.

- Então o que tu fez? Imprimiu?

- Não, isso não é o meu trabalho, quem faz isso é uma outra empresa.

- Não sei pra quê as pessoas pagam vocês se elas podem ir direto nos caras que imprimem!

- Hunf!

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- Tu usa o photoshop, né?

- Sim, direto.

- Tu me ensina?

- Pra quê?

- Pra ajeitar umas fotos, tirar uns tremidos, ajeitar umas em que pisquei bem na hora... essas coisas.

- Mas não vale a pena tu aprender um programa tão complexo e técnico quanto o photoshop.
Quando tu fizer uma foto, faz vários disparos seguidos, assim, sempre vai poder escolher uma que ficou boa de foco e ninguém piscou.

- Que te custa? Só me ensina o básico...

- Eu precisaria ter mais tempo. E, de qualquer jeito, acho que não vale mesmo a pena pra ti. Gera arquivos pesados, e tem programinhas mais simples pra edição caseira de imagens...

- Ai, quanta má vontade.

- Hunf!

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- Meu tio tem uma loja. Aí ele quer fazer uma propagandas... Lembrei de ti.

- Que ótimo! Ó, ta aqui meu cartão, diz pra ele ligar lá pra agência que a gente marca uma reunião com o atendimento.

- Mas tu não quer fazer por fora? Pode tirar uns trocos!

- Não, ele, com certeza, vai estar melhor atendido com a estrutura da agência. Lá eu tenho melhores condições de trabalho, posso me dedicar melhor ao job. E tem uma equipe, entende? A empresa e a imagem da marca vão ser beneficiadas se houver um trato mais profissional.

- Mas que falta de visão! Tu tá muito acomodada! Tá precisando ser mais ambiciosa!

- Hunf!